Procurador-Geral de Washington DC Processa a Google

A Google já está habituada a processos judiciais sobre as suas práticas, no entanto, desta vez o processo foi submetido pelo PG de Washington DC.

O Procurador-Geral de Washing DC, Karl Racine, submeteu uma ação judicial onde alega que a Google violou a lei de Procedimentos de Proteção ao Consumidor naquele estado, em particular obtenção de dados sobre rastreamento de localização. 

Basicamente, Racine acredita que, embora a Google diga que os seus utilizadores podem optar por não ter a sua localização ativada, esse rastreamento permanece em ação. Esta alegação de Racine está a ser copiada por processos judiciais pelo PG do estado do Texas, Washington e Indiana.

Grande parte desta controvérsia foi divulgada pela primeira vez em 2018, quando um relatório da Associated Press identificou que o rastreamento de localização permaneceu ativo, independentemente da escolha do utilizador. A alegação diz que entre 2014 e 2019, apesar dessas promessas, os dados de rastreamento foram armazenados numa base de dados de atividades da Web e de Aplicações. Algumas investiações sobre o caso concluiram que, de facto, a Google permitiu que os utilizadores entrassem e apagassem a sua localização desse arquivo, mas o processo era lento e trabalhoso.

Na queixa apresentada pode ler-se: “a Google leva os consumidores a acreditar que estes tem o controlo sobre se a Google coleta e retém informações sobre a sua localização e como essas informações são usadas. Na realidade, os consumidores que usam os produtos do Google não podem impedir o Google de coletar, armazenar e lucrar com a sua localização.” Acrescentou ainda que o uso de padrões obscuros para estimular um utilizador a consentir a coleta de dados é prejudicial aos consumidores.

Este caso segue uma ação histórica no Arizona, iniciada em 2020, onde AG Mark Brnovich queria que a empresa devolvesse o dinheiro dos anúncios aos utilizadores que, embora tivessem desativado o rastreamento, mas não o fizeram. Em 2021, surgiram documentos desse caso alegando que a Google tinha procurado obscurecer as configurações que permitiriam a um utilizador desativar o rastreamento de localização.

Em resposta a este novo processo judicial, o porta-voz do Google, José Castañeda, emitiu a seguinte declaração, dizendo que “os Procuradores-Gerais estão a abrir um caso com base em alegações imprecisas e afirmações desatualizadas sobre as nossas configurações. Sempre incluímos recursos de privacidade nos nossos produtos e disponibilizamos controlos robustos para dados de localização. Vamo-nos defender vigorosamente e esclarecer a situação”.

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