Quando em que vivemos em plena pandemia do Coronavirus aplicações como a Zoom que permite fazer videochamadas com várias pessoas ao mesmo tempo ganham novos utilizadores, mas será esta aplicação realmente segura? Recentemente a Zoom sofreu críticas de utilizadores devido à segurança e privacidade das suas conversas. Rapidamente a empresa respondeu a pedir desculpa e a indicar que o problema seria resolvido com a maior brevidade possível.
O teletrabalho está a ser utilizado por cada vez mais empresas portuguesas, contrariando um pouco a nossa cultura de trabalho que implica a presença física dos trabalhadores. Será o Zoom a ferramenta ideal para mudar a cultura do trabalho em Portugal? Nos tempos complicados em que vivemos é imperativo a economia não parar, assim os portugueses vêm esta aplicação como uma excelente aliada para videochamadas, aulas e até mesmo partilhar ecrãs para todos os participantes.
Com o Zoom os teus dados pessoais podem estar em risco
De acordo com o ex-hacker Patrick Wardle da NSA (Agência de Segurança Nacional) os utilizadores de Mac estão mais vulneráveis e podem ter as suas webcams e microfones em risco. A Zoom foi ainda criticada por uma série de problemas de privacidade, incluindo o envio de dados para o Facebook e permitindo que os hosts da reunião localizem todos os participantes. O consultor de segurança Graham Cluley confirma que a Zoom enfrentava “uma crise”, mas garante que a empresa está a trabalhar para resolver essas vulnerabilidades alarmantes e a concentrar-se na segurança da aplicação.
O fenómeno Zoombombing
Este fenómeno consiste em pessoas que entram nas videoconferências sem serem convidados e geralmente para gritam palavrões, compartilham pornografia ou fazem comentários racistas. Estas pessoas conseguem descobrir todos os detalhes das videoconferências bem como os links que foram partilhados em websites e redes sociais. Para combater este fenómeno a Zoom irá proteger as reuniões com uma senha e fazer com que apenas o host partilhe o seu ecrã.
A resposta da Zoom
Eric S. Yuan é o fundador da Zoom Video Communications afirma que: “No final de dezembro do ano passado, o número máximo de participantes diários, gratuitos e pagos, era de aproximadamente 10 milhões. Em março deste ano, alcançamos mais de 200 milhões”. Graças a esta inesperada adesão a empresa não conseguiu dar resposta às expectativas da comunidade, nomeadamente nas questões de privacidade e segurança. A Zoom lamenta a situação, mas garante que está agora em cima do assunto e a trabalhar para resolver os erros o mais rapidamente possível.
Estas são as primeiras medidas da empresa para já:
- Rever as práticas de criptografia
- Retirar o código que revela que as informações foram partilhadas da app do Facebbok para iOS
- Efetuar correções para os problemas relacionados com o Mac
- Eliminar a opção do LinkedIn para impedir a divulgação desnecessária de dados
- Emitir um guia rápido para evitar ser vítima de zoombombing
Nos próximos 90 dias a Zoom irá dedicar-se exclusivamente em desenvolver a segurança e privacidade da aplicação. Procederá a uma revisão com especialistas independentes para rever os novos recursos de segurança. Vai preparar um relatório sobre a data requests e melhorar o seu bug bounty program. Para concluir irá ainda organizar um webinar semanal para fornecer atualizações de privacidade e segurança.









