
Ryan Hernandez, o hacker que confessou ter roubado informações sobre o Nintendo Switch antes do seu lançamento, foi condenado a três anos de prisão. A sentença segue após a confissão em janeiro de 2020. Além da pena de prisão, Hernandez também deverá pagar à Nintendo 259.323 dólares em retribuição pelas informações roubadas.
Hernandez foi investigado pela primeira vez pelo FBI depois dele e o seu sócio conseguirem informações confidenciais de um funcionário da Nintendo, em 2016. O FBI solicitou que Hernandez parasse todas as atividades ilegais em 2017. No entanto, Hernandez continuou a revelar informações confidenciais nos anos seguintes e o FBI renovou a sua investigação.
Uma pesquisa feita em julho de 2019 nos discos rígidos de Hernandez pelo FBI revelou que este possuia pornografia infantil. Hernandez confessou ser o culpado da posse de imagens ilícitas e, como resultado, agora é um criminoso sexual. O juiz que supervisionou o caso recomendou que Hernandez fosse colocado “numa instalação do Bureau de Prisões para presos com problemas psicológicos” e, posteriormente, que fosse solto passado sete anos.
O hack de Hernandez é apenas um dos vários que a Nintendo sofreu nos últimos anos. Houve uma violação da segurança em 2018 que fez com que a empresa perdesse milhares de nomes de utilizadores e palavras passe, mas o mais notável foi o “Gigaleak” do código-fonte e ativos de desenvolvimento. Embora a origem exata desta perda não seja conhecida, o seu conteúdo era o tesouro dos designs da Nintendo, incluindo um não usado Animal Crossing e os primeiros protótipos de Pokémon Diamond. Contudo, estas fugas de informação tiveram um alto custo: a libertação de informações pessoais dos funcionários da Nintendo, tornando esta perda também um dilema ético.








