Facebook Tem Novo Nome: Meta

A empresa decidiu mudar o nome por estar demasiado ligada a apenas um produto que já não representa todo o seu portefólio.

A empresa Facebook anunciou na quinta-feira, 28 de outubro, que alterou o seu nome para Meta. Esta mudança foca-se nos esforços da empresa em desenvolver o “metaverse”, um ambiente virtual partilhado que poderá ser o sucessor da internet móvel.

A mudança de nome ocorre num fase em que a maior empresa de redes sociais do mundo enfrenta duras críticas de legisladores e reguladores sobre o seu poder de mercado, decisões algorítmicas e a gestão de abusos nos seus serviços.

Mark Zuckerberg, o CEO da empresa, durante a conferência de realidade aumentada e virtual, disse que o novo nome reflete o trabalho desenvolvido no metaverso, e não apenas no seu serviço de rede social homónimo, que continuará com o nome Facebook.

Metaverso é um termo criado numa distopia de nome “Snow Crash” criada há trinta anos e que reune agora  as atenções de Silicon Valley. Refere-se ao conceito de um reino virtual partilhado que pode ser acedido através de vários tipos de dispositivos.

Zuckerberg diz que “atualmente, a nossa marca está tão intimamente ligada a um produto que não pode representar tudo o que estamos a fazer hoje, muito menos no futuro”.

A empresa, que investiu em força na realidade aumentada e virtual, disse que a mudança reunirá as suas diferentes aplicações e tecnologias sob uma nova marca e que não isto não mudaria a sua estrutura corporativa.

Durante a apresentação, Zuckerberg mostrou também demos em vídeo de como o metaverso poderia ser, com pessoas a conectarem-se como avatares transportadas para versões digitais de vários lugares e períodos no tempo. Disse ainda que o metaverso terá que ser construído com segurança e privacidade em mente.

A gigante da tecnologia, com cerca de 2,9 mil milhões de utilizadores mensais, tem enfrentado crescente escrutínio nos últimos anos de legisladores e reguladores globais.

Na mais recente polémica, a denunciante e ex-funcionária do Facebook, Frances Haugen, partilhou documentos que, segundo ela, mostraram que a empresa escolheu o lucro em vez da segurança do utilizador. Haugen testemunhou nas últimas semanas perante uma subcomissão do Senado dos EUA e legisladores no Parlamento do Reino Unido. Zuckerberg no início desta semana disse que os documentos estavam a ser usados para pintar uma “falsa imagem”.

A reputação da empresa sofreu vários golpes nos últimos anos, incluindo o tratamento de dados de utilizadores e a gestão de abusos, como desinformação sobre saúde, retórica violenta e discurso de ódio. A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos também entrou com um processo antitrust alegando práticas anti competitivas.

A empresa disse num artigo do seu blog que pretende começar a negociar sob uma nova cotação de bolsa que reservou, MVRS, a 1 de dezembro. Na quinta-feira, revelou uma nova placa na sua sede em Menlo Park, Califórnia, que substituiu o famoso “like” por uma forma de infinito azul.

Zuckerberg disse que o novo nome, que tem origem na palavra grega para “além”, simbolizava que há sempre mais para construir. Acrescentou ainda que o novo nome reflete que, com o tempo, os utilizadores não vão precisar de usar o Facebook para utilizar os outros serviços da empresa.

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