A luva háptica da Meta consegue simular a sensação de tocar num objeto virtual na nossa mão.
A grande aposta da Meta é, claramente, o metaverso e, se alguém tivesse qualquer dúvida, Mark Zuckerber veio confirmar isto com mais uma prova. Zuckerber exibiu um dispositivo novo que é uma luva háptica que nos permite sentir objetos virtuais.
O seu aspeto é ainda de um protótipo, ou seja, quando sair finalmente para o mercado, terá, certamente, um aspeto muito mais refinado. Para já, parece algo saído de um ciborgue. A luva possui centenas de atuadores, pequenos motores, que reproduzem a sensação de toque em toda a nossa mão. Além disso, também bloqueia os dedos, como acontece quando seguramos numa bola, por exemplo.
A Meta publicou que “para tornar disponivél esta experiência e trazer tacto para o metaverso, a equipa está a desenvolver luvas hápticas: luvas confortáveis e personalizáveis capazes de reproduzir uma variedade de sensação em mundos virtuais, incluindo textura, pressão e vibração”.
O principal desafio, o mesmo ao longo dos anos no campo da realidade virtual, é a atual limitação tecnológica. Neste caso, os atuadores mecânicos tradicionais são pesados e podem gerar bastante calor quando aplicados numa luva, por isso, a Meta tem vindo a desenvolver os seus próprios atuadores concebido de materiais mais flexíveis e leves.
A empresa informa que “nos últimos dois anos tem feito avanços significativos em atuadores pneumáticos, que utilizam pressão do ar para criar força, e atuadores eletróativos, que mudam de tamanho ou forma na presença de um campo elétrico”.
Zuckerber publicou na passada terça-feira vários vídeos desta tecnologia em ação. Deixa, no entanto, uma nota, as luvas não conseguem recriar completamente a sensação física do mundo real, mas são capazes de disponibilizar feedback suficiente no momento certo para levar o nosso cérebro a pensar que o objeto virtual está na nossa mão: “uma luva háptica pode convencer o sistema percetual do utilizador que está a sentir o peso de um objeto ao puxar ligeiramente a pele dos dedos com os atuadores para imitar o puxão da gravidade, mas tem que ser no momento certo”.
Este protótipo é parte da visão a longo prazo da empresa no caminho para criar um mundo de realidade virtual capaz, um dia, de substituir a internet. Segundo Zuckerber, o metaverso poderá eventualmente suplantar coisas que fazemos no mundo real, como assistir a concertos e praticar desportos. Até lá chegarmos, são necessárias ultrapassar ainda várias limitações que permitam que o virtual se torne mais real.
Não há ainda qualquer data de previsão de lançamento das luvas, mas o objetivo é agregá-las aos headsets RV e óculos de realidade aumentada: “o nosso projeto das luvas hápticas começou como um tiro no escuro, mas está a tornar-se cada vez mais exequível enquanto continuamos a nossa pesquisa de inovação”, acrescentou a Meta.








